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Guia · Tempo de reação

Tempo de reação médio por idade

O que um estudo com 1.469 adultos mediu, faixa etária por faixa etária, e por que alguns milissegundos não devem preocupar você.

Publicado Atualizado Leitura de 3 min
O tempo de reação simples sobe devagar com a idade: num estudo com 1.469 adultos, a média passou de 217,9 ms no grupo de 18–24 anos para 239,1 ms no de 59–65, cerca de 0,5 ms por ano (Woods et al., 2015, tabela 2). A diferença entre pessoas da mesma idade costuma ser maior: dentro de cada grupo, o desvio padrão foi de 19,5 a 28,1 ms, contra cerca de 21 ms entre o grupo mais jovem e o mais velho.

Tabela por idade

Estas são as médias por faixa etária da tabela 2 de um estudo de laboratório de 2015: reação simples a um estímulo visual, ou seja, apertar assim que aparece um sinal (Woods et al., 2015).

IdadeTempo médioDesvio padrãoFonte
18–24217,9 ms19,5 msWoods et al., 2015, tabela 2
25–31221,0 ms22,8 msWoods et al., 2015, tabela 2
32–38224,8 ms23,4 msWoods et al., 2015, tabela 2
39–45227,7 ms26,6 msWoods et al., 2015, tabela 2
46–51233,6 ms27,2 msWoods et al., 2015, tabela 2
51–58236,4 ms27,0 msWoods et al., 2015, tabela 2
59–65239,1 ms28,1 msWoods et al., 2015, tabela 2
Todos (18–65)230,8 ms26,8 msWoods et al., 2015, tabela 2
Woods et al. (2015), tabela 2, experimento 1: 1.469 adultos de 18 a 65 anos. Faixas etárias como publicadas no estudo; tempos em milissegundos como medidos.

São médias de grupo, não um limite de “normal”. Foram medidas num PC calibrado e incluem cerca de 18 ms de atraso da tela e do mouse, que o próprio estudo mediu (Woods et al., 2015). Não há linha de 70 anos ou mais porque o estudo não publica médias por grupo acima dos 65.

O que faz você reagir mais rápido ou mais devagar

Principalmente a idade, o sono e o aparelho em que você mede; a prática deixa sua média confiável.

Idade

Entre os 18 e os 65 anos, a média sobe cerca de 0,5 ms por ano (Woods et al., 2015). É uma mudança lenta: do grupo mais jovem ao mais velho são cerca de 21 ms, uns dois centésimos de segundo.

Cansaço e sono

Dormir pouco deixa as respostas mais lentas e torna mais frequentes os lapsos, respostas que levam mais de meio segundo (Lim & Dinges, 2008).

Prática

Uma tentativa solta diz pouco. Faça várias e fique com a média; se fizer muitas, descanse entre as séries, porque mesmo numa única sessão longa as respostas ficam um pouco mais lentas (Woods et al., 2015).

O aparelho

Telas, mouses e software podem acrescentar até 100 ms ao tempo medido (Woods et al., 2015). Por isso um teste online não se compara com a tabela ao milissegundo: compare sempre no mesmo dispositivo.

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Meu tempo é normal?

Este guia é educativo: um teste online não serve para diagnosticar nada.

As médias da tabela foram medidas em laboratório com equipamento calibrado; seu navegador e sua tela acrescentam o próprio atraso, então compare-se principalmente com você mesmo. Se notar que seus reflexos mudaram de repente, fale com um profissional de saúde.

Perguntas frequentes

Em que idade o tempo de reação é mais rápido?

No grupo mais jovem do estudo, de 18 a 24 anos: 217,9 ms de média. A partir daí, a média subiu em cada faixa etária até os 65 (Woods et al., 2015, tabela 2).

Videogames melhoram os reflexos?

Em tarefas de escolha rápida, jogadores de videogames de ação responderam 11% mais rápido que não jogadores, com a mesma precisão. Alguns estudos de treino indicam que jogar pode acelerar as respostas (Dye et al., 2009).

Qual a diferença entre reação simples e de escolha?

Na simples há um sinal e uma resposta, como no nosso teste. Na de escolha há vários sinais, cada um com sua resposta. Num estudo com 7.130 adultos, a reação simples quase não ficou mais lenta até por volta dos 50 anos, enquanto a de escolha ficou mais lenta ao longo de toda a vida adulta (Der & Deary, 2006).

Fontes

  1. Woods DL, Wyma JM, Yund EW, Herron TJ, Reed B. Factors influencing the latency of simple reaction time. Frontiers in Human Neuroscience, 2015; 9:131. doi.org/10.3389/fnhum.2015.00131
  2. Lim J, Dinges DF. Sleep deprivation and vigilant attention. Annals of the New York Academy of Sciences, 2008; 1129:305–322. doi.org/10.1196/annals.1417.002
  3. Dye MWG, Green CS, Bavelier D. Increasing speed of processing with action video games. Current Directions in Psychological Science, 2009; 18(6):321–326. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2871325/
  4. Der G, Deary IJ. Age and sex differences in reaction time in adulthood: results from the United Kingdom Health and Lifestyle Survey. Psychology and Aging, 2006; 21(1):62–73. doi.org/10.1037/0882-7974.21.1.62

Conteúdo educativo, não é conselho médico.

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